Anastácio Frigotto completa um século de vida

Anastácio Frigotto ao lado da esposa Zelinda, construiu uma família com dez filhos, 24 netos, 22 bisnetos e um tataraneto

Nascido no dia 5 de julho, Anastácio Frigotto, que é da primeira geração de imigrantes italianos no Brasil, comemorou 100 anos de vida. Para lembrar a data, uma grande festa reunindo amigos e familiares foi realizada no último domingo (8), no interior de Caçador.
Comemorando um centenário, Anástacio comenta que tudo o que construiu foi sem empregados, apenas com a ajuda dos filhos, filhas e da esposa. “Zelinda levava os filhos pequenos para a roça e deixava em uma sombra para poder ajudá-lo a trabalhar. Trabalhar não mata ninguém, a vida é curta, já que cheguei aos cem anos, vamos tocar pra frente, renovei minhas forças e vontade de viver. Estou muito bem para seguir a vida”, afirma.
Ao lado da esposa Zelinda, construiu uma família com dez filhos, 24 netos, 22 bisnetos e um tataraneto. Alcançando assim a quinta geração de Frigottos no Brasil. Chegou em Caçador de carroça, e contribuiu para o desenvolvimento e crescimento de propriedades rurais no interior.
A festa em comemoração aos cem anos iniciou com uma missa presidida pelo Bispo Dom Orlando Dotti. Na missa, a família fez intenções especiais e agradecimentos pelos cem anos. Depois um almoço foi servido aos presentes. A festa contou com a animação do Coral Italiano. Também foi reproduzido um vídeo gravado pela família em agradecimento a Anastácio.
“É impossível traduzir em apenas uma palavra tudo o que esse dia representou para nós, Família Frigotto. Ver o nono completando 100 anos com esse jeitinho amável e com essa força de viver, nos motiva a sermos pessoas melhores, filhos melhores, netos melhores, amigos melhores! O sorriso dele no momento da missa e os olhos cheios de lágrimas nos demostraram o quanto importante e significativo é o momento”, expõe a neta, Jéssica Frigotto.
Jéssica fala ainda sobre a importância e significado do nome Anastácio. “Anastácio, que significa Ressurreição, é a expressão mais certa para ti nono, o senhor é a nossa esperança, a nossa fé. Como o querido e amado Bispo Dom Orlando Dotti disse: Anastácio é a pessoa doce no meio do mundo amargo, é a medida exata do amor”.
 
Mais sobre a história
A história de Anastácio Frigotto se inicia no Vilarejo de Monteforte, em Verona, na Itália. Lá moravam seus avós, que em 05 de novembro de 1891, embarcaram para o Brasil com três filhos, entre eles Antônio, que estava com cinco dias de vida, pai de Anastácio.
Anastácio é a primeira geração de imigrantes italianos no Brasil. Nasceu no dia 5 de julho de 1918, filho de Antônio e Catarina, vindo de uma família de 12 irmãos.
Ingressou na carreira militar do Exército Brasileiro de Santana do Livramento em 1940, servindo até 1941. Voltou para Antônio Prado – RS, e conheceu Zelinda, casou-se no dia 26 de abril de 1941, permanecendo por mais três anos no Rio Grande do Sul.
Certo dia, o cunhado, Caetano Scolaro, lhe convidou para trabalhar em Caçador. Após avaliar o convite, Anastácio mudou-se com Zelinda. “Ele recebeu o convite no sábado, e até a segunda vendeu tudo que tinha, pagou as contas. Na quarta-feira de manhã, em um caminhão com a nona, a filha, arreio de cavalos, panela e roupas, mudaram-se com o desejo e vontade de trabalhar para uma vida melhor”, conta o neto Fabrício Frigotto.
O trajeto foi de Antonio Prado até Lages, de caminhão. De Lages a Rio das Antas de trem. E de Rio das Antas até Caçador, de carroça. Ao chegar, instalou-se na propriedade do cunhado, onde permaneceu por três anos. Depois comprou o primeiro pedaço de terra, onde hoje mora um de seus filhos. Nesta terra, plantou a primeira parreira, que até hoje está sendo cuidada pelos filhos. Plantando milho e trigo, foi aumentando a propriedade e comprando mais terras. Em 1968 comprou a propriedade que vive atualmente com os filhos e netos.
“É um homem de coragem, sempre dedicado a família. Bom amigo, pai exemplar, companheiro e juntamente com a esposa educou os filhos com fé, amor e carinho. Em 27 de abril de 1991, A nona e o nono completaram bodas de ouro, e confraternizaram nesta comunidade”, comenta a neta  Minéli Scolaro.
Anastácio e Zelinda viveram juntos por 69 anos, até que a amada esposa adoeceu. Anastácio dedicou-se a cuidar dela até que em 17 de janeiro de 2010, aos 87 anos, Zelinda faleceu. Hoje esta é a quinta geração de Frigottos no Brasil.

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