Mensagens no celular comprovam envolvimento de adolescentes no incêndio

Durante o interrogatório realizado pela Polícia Civil, os menores tentaram culpar um terceiro adolescente

A Polícia Civil de Caçador, por meio do delegado Cleber Tappi, forneceu detalhes sobre a investigação do incêndio registrado  na escola Alto Bonito, na tarde da última segunda-feira (9). Os dois adolescentes suspeitos de atear fogo nos colchões que estavam na escola, um de 15 e outro de 16 anos, foram localizados pela Polícia Militar, ficaram apreendidos na delegacia de polícia e devem ficar internados.
A ação conjunta entre Polícia Civil e Polícia Militar foi fundamental para localizar os responsáveis pelo ato. Com os relatos coletados pela Militar, a Polícia Civil pode dar início as investigações que levaram até os telefones celulares dos adolescentes. “Pudemos comprovar por meio de mensagens de áudio que os dois adolescentes estavam envolvidos e atearam propositalmente e premeditadamente fogo nos colchões que estavam na escola”, comenta o delegado de polícia Cleber Tappi.
Ambos os adolescentes eram alunos da escola e são conhecidos da polícia por realização de atos  infracionais contra a lei. No dia dos fatos, os adolescentes trocaram mensagens já na primeira aula, combinando os detalhes. “Eles pediram para a professora para irem juntos ao banheiro. Neste momento, atearam fogo e voltaram para a sala de aula como se estivesse tudo normal. Nenhum deles contou o que tinha feito ou tentou impedir. Ainda um dos adolescentes, durante interrogatório se mostrou arrependido, mas afirmou que o outro dava gargalhadas ao ver a cena de terror e desespero”, destaca o delegado.
Os adolescentes tentaram envolver um terceiro indivíduo no crime, ambos também jogavam a culpa um para cima do outro do acontecimento. Mas no entendimento do delegado, apenas os dois são responsáveis.
A situação se enquadra no artigo 250 do código penal com o artigo 103 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que significa ato infracional e acometimento de incêndio. Não foi considerado crime contra a vida ainda, pois é necessário o laudo pericial do local para se ter ideia das dimensões e proporções que o incêndio teve.
Com a representação para o Ministério Público e Poder Judiciário, os adolescentes serão encaminhados para a instituição adequada para o cumprimento da medida socioeducativa. 

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